50 estatísticas e tendências de criação de sites em 2026
Resumo (TL;DR)
Estatísticas e tendências de criação de sites incluindo o tamanho da web, empresas brasileiras, WordPress, dispositivos, performance, acessibilidade, e-commerce, segurança, SEO e inteligência artificial, reunidos e auditados pela UpSites a partir de fontes primárias e estudos de referência.
Pesquisa e análise: UpSites
Última revisão: 6 de setembro de 2026
Fontes: Netcraft, Registro.br, Cetic.br/NIC.br, W3Techs, StatCounter, HTTP Archive, WebAIM, Baymard Institute e Cloudflare.
As estatísticas e tendências de criação de sites na web em 2026 é a maior, mais complexa e mais fragmentada dos ultimos anos. Empresas ainda apresentam diferenças expressivas na adoção de websites, WordPress continua dominante, mobile e desktop dividem o acesso à web, performance e acessibilidade permanecem desafios e os sites começam a lidar com uma nova categoria de visitante: crawlers e agentes de inteligência artificial.
Este estudo reúne 50 estatísticas verificadas sobre criação de sites e tecnologias web. Sempre que possível, usamos a organização que produziu diretamente o dado, em vez de artigos que apenas reproduzem estatísticas de terceiros.
Para facilitar a leitura, fazemos uma distinção importante:
Dado da fonte é um número publicado diretamente pela organização responsável pelo levantamento.
Cálculo da UpSites é um resultado matemático produzido pela UpSites a partir de dados publicados pelas fontes indicadas.
Análise da UpSites é uma interpretação editorial dos resultados. Ela não deve ser confundida com uma conclusão originalmente publicada pela fonte.
Principais estatísticas de criação de sites em 2026
Alguns números resumem bem o estado atual da web:
- O Netcraft detectou 1,49 bilhão de sites em 305,3 milhões de domínios em julho de 2026.
- Apenas 56% das empresas brasileiras com acesso à Internet possuíam website, segundo a TIC Empresas 2025.
- O WordPress era usado por 40,7% de todos os sites monitorados pelo W3Techs em 6 de setembro de 2026.
- Mobile e desktop estavam praticamente empatados no tráfego web global em agosto de 2026: 49,34% contra 49,09%.
- A homepage mediana analisada pelo HTTP Archive em julho de 2025 pesava 2,86 MB no desktop e 2,56 MB no mobile.
- Somente 48% dos sites mobile apresentavam bons Core Web Vitals no conjunto analisado pelo HTTP Archive.
- O WebAIM encontrou falhas WCAG detectáveis automaticamente em 95,9% de 1 milhão de homepages em 2026.
- O Baymard calculou uma taxa média documentada de abandono de carrinho de 70,22%, com base em 50 estudos.
- O W3Techs identificava HTTPS como protocolo padrão em 90,0% dos sites monitorados em 6 de setembro de 2026.
- Apenas 2,13% dos sites desktop analisados pelo HTTP Archive apresentavam um llms.txt válido.
- Segundo a Cloudflare, 52% das requisições de crawlers classificadas por finalidade eram destinadas a treinamento de IA em junho de 2026.

Quantos sites existem no mundo?
Não existe um contador universal de todos os sites existentes. Diferentes organizações utilizam metodologias próprias para observar a web. Para este estudo, usamos o Web Server Survey do Netcraft, uma das séries históricas mais conhecidas para medir sites, domínios e servidores acessíveis na web.
1. O Netcraft detectou quase 1,5 bilhão de sites em julho de 2026
No levantamento de julho de 2026, o Netcraft recebeu respostas de 1.494.915.628 sites.
O número representa sites detectados pela metodologia do Netcraft. Ele não deve ser interpretado como uma contagem perfeita de todos os sites ativos utilizados regularmente por pessoas.
Fonte: Netcraft — July 2026 Web Server Survey
2. Esses sites estavam distribuídos por 305,3 milhões de domínios
No mesmo levantamento, o Netcraft identificou 305.348.459 domínios.
A diferença entre os quase 1,5 bilhão de sites e os 305 milhões de domínios é importante porque site e domínio não são unidades equivalentes. Um domínio pode responder por diferentes hostnames e sites.
Fonte: Netcraft — July 2026 Web Server Survey
3. O número de sites detectados aumentou 8,57% entre janeiro e julho de 2026
Em janeiro de 2026, o Netcraft havia recebido respostas de 1.376.952.390 sites. Em julho, o total era de 1.494.915.628.
Cálculo da UpSites: a diferença é de 117.963.238 sites, equivalente a um crescimento líquido de 8,57% sobre o número observado em janeiro.
Isso não significa que 117,9 milhões de novos sites tenham sido criados. Sites podem aparecer ou desaparecer da medição, e o resultado representa a variação líquida observada pelo Netcraft.
Fontes: Netcraft — January 2026 Web Server Survey e Netcraft — July 2026 Web Server Survey
4. O número de domínios detectados cresceu 3,48% no mesmo período
O Netcraft passou de 295.088.466 domínios em janeiro para 305.348.459 em julho de 2026.
Cálculo da UpSites: foram 10.259.993 domínios a mais, uma variação de 3,48%.
Análise da UpSites: entre janeiro e julho, a quantidade de sites detectados cresceu proporcionalmente mais do que a de domínios. Isso reforça por que os dois indicadores não devem ser usados como sinônimos.

5. O Brasil tinha mais de 5,8 milhões de domínios .br registrados
Em 27 de julho de 2026, o Registro.br contabilizava 5.838.381 domínios .br registrados.
É um dado oficial do Registro.br, serviço do NIC.br responsável pelo registro e manutenção dos domínios sob o .br.
Fonte: Registro.br — Estatísticas de domínios .br
Quantas empresas brasileiras possuem site?
Para o recorte brasileiro, usamos a TIC Empresas 2025, publicada pelo Cetic.br/NIC.br em junho de 2026.
A pesquisa utiliza amostragem probabilística e tem como população-alvo empresas formais brasileiras com 10 ou mais pessoas ocupadas.
6. Apenas 56% das empresas brasileiras com acesso à Internet possuíam website
Entre as empresas pesquisadas que possuíam acesso à Internet, 56% informaram possuir website.
Portanto, mesmo dentro de empresas conectadas à Internet, a presença de um site próprio ainda estava longe de ser universal.
Fonte: Cetic.br — TIC Empresas 2025, indicador B6
7. Existe um gap de 34 pontos percentuais entre pequenas e grandes empresas
A TIC Empresas 2025 encontrou:
- 53% entre empresas com 10 a 49 pessoas ocupadas;
- 76% entre empresas com 50 a 249;
- 87% entre empresas com 250 pessoas ou mais.
Cálculo da UpSites: entre o menor e o maior porte existe uma diferença de 34 pontos percentuais na presença de websites.
O dado mostra associação entre porte e presença digital, mas não prova que o tamanho da empresa seja, isoladamente, a causa dessa diferença.
Fonte: Cetic.br — TIC Empresas 2025, indicador B6

8. A presença de websites varia 26 pontos percentuais entre Norte e Sudeste
Na divisão regional da TIC Empresas 2025, possuíam website:
- 36% das empresas da região Norte;
- 62% das empresas do Sudeste.
Cálculo da UpSites: diferença de 26 pontos percentuais.
Novamente, trata-se de uma associação observada na pesquisa. A localização da empresa não deve ser tratada isoladamente como causa da presença ou ausência de website.
Fonte: Cetic.br — TIC Empresas 2025, indicador B6
9. 23% das empresas pretendiam registrar um domínio nos 12 meses seguintes
Entre as empresas com acesso à Internet, 23% responderam que pretendiam registrar um domínio nos próximos 12 meses.
Outros 70% responderam que não pretendiam fazê-lo.
Fonte: Cetic.br — TIC Empresas 2025, indicador B11
10. 96% dos sites das empresas apresentavam informações institucionais ou de contato
Entre as empresas que já possuíam website, 96% disponibilizavam informações sobre a empresa, como conteúdo institucional, dados de contato, endereço ou mapas.
Esse foi um dos recursos mais presentes nos websites corporativos analisados.
Fonte: Cetic.br — TIC Empresas 2025, indicador B7
11. 79% dos websites corporativos tinham links para redes sociais
Entre as empresas com website, 79% ofereciam links para os perfis da organização nas redes sociais.
O dado ajuda a mostrar que site e redes sociais não funcionam necessariamente como substitutos: para muitas empresas, são partes conectadas da mesma presença digital.
Fonte: Cetic.br — TIC Empresas 2025, indicador B7
12. 51% dos websites corporativos ofereciam serviço de chat
A TIC Empresas identificou chat para suporte ao cliente em 51% dos websites das empresas pesquisadas que possuíam site.
O indicador inclui chatbot, agente virtual ou uma pessoa respondendo aos clientes.
Fonte: Cetic.br — TIC Empresas 2025, indicador B7
13. Apenas 21% disponibilizavam conteúdo em pelo menos dois idiomas
Entre as empresas com website, 21% informaram disponibilizar conteúdo em dois ou mais idiomas.
Isso mostra que websites multilíngues ainda eram minoria no universo pesquisado.
Fonte: Cetic.br — TIC Empresas 2025, indicador B7
Quais plataformas são mais usadas para criar sites?
Um CMS, ou Content Management System, é um sistema utilizado para criar e administrar conteúdo de websites.
Os dados abaixo vêm do W3Techs. Como a plataforma atualiza suas medições diariamente, registramos a data de corte utilizada neste estudo.
Para entender melhor a plataforma líder desse mercado, veja também o conteúdo da UpSites sobre desenvolvimento de sites WordPress.
14. WordPress estava em 40,7% de todos os sites monitorados pelo W3Techs
Em 6 de setembro de 2026, o WordPress era identificado em 40,7% de todos os websites monitorados pelo W3Techs.
Fonte: W3Techs — histórico de uso de CMSs
15. Entre sites com CMS identificado, o WordPress tinha 58,9% de participação
O W3Techs também calcula o market share apenas entre os sites em que consegue identificar um CMS. Nesse universo, o WordPress representava 58,9%.
É importante não confundir os indicadores: 40,7% corresponde a todos os sites monitorados; 58,9% corresponde ao mercado de CMSs identificados.
Fonte: W3Techs — Content Management Systems
16. Shopify aparecia em 5,3% de todos os sites
Na mesma fotografia do W3Techs, Shopify era detectado em 5,3% de todos os sites, correspondendo a 7,7% do mercado entre sites com CMS identificado.
Fonte: W3Techs — Content Management Systems
17. Wix aparecia em 4,2% dos sites
O Wix era detectado em 4,2% de todos os websites monitorados, ou 6,1% entre os sites cujo CMS era identificado.
Fonte: W3Techs — Content Management Systems
18. Em 30,9% dos sites, nenhum CMS monitorado pelo W3Techs foi identificado
O W3Techs informava que 30,9% dos sites não utilizavam nenhum dos CMSs que a plataforma monitora.
Essa redação é importante: o resultado não significa necessariamente que 30,9% dos sites não possuam CMS. Pode existir uma tecnologia que não tenha sido identificada ou que não faça parte dos sistemas monitorados pelo W3Techs.
Fonte: W3Techs — Content Management Systems

Mobile ou desktop: como as pessoas acessam a web?
A divisão entre dispositivos continua relevante para qualquer projeto de site.
Um site responsivo utiliza uma estrutura capaz de se adaptar a diferentes dimensões de tela. Para aprofundar esse conceito, veja o guia da UpSites sobre web design responsivo.
19. Mobile e desktop estavam praticamente empatados globalmente
Segundo o StatCounter Global Stats, em agosto de 2026, a participação no tráfego web medido globalmente era:
- 49,34% mobile;
- 49,09% desktop;
- 1,54% tablet;
- 0,03% console.
Cálculo da UpSites: a diferença entre mobile e desktop era de apenas 0,25 ponto percentual.
Fonte: StatCounter — Web Market Share Worldwide
20. No Brasil, o desktop liderava no recorte de julho de 2026
No Brasil, a distribuição medida pelo StatCounter em julho de 2026 foi:
- 59,79% desktop;
- 39,73% mobile;
- 0,38% tablet;
- 0,11% console.
Fonte: StatCounter — Platform Market Share Brazil
Análise da UpSites: os dados mostram por que a afirmação genérica de que “todo acesso já é mobile” deve ser evitada. A participação varia conforme mercado e período. Um projeto moderno precisa oferecer uma boa experiência tanto no desktop quanto em telas menores.

21. 95,2% das páginas mobile analisadas usavam meta viewport
No Web Almanac 2025, a tag meta viewport estava presente em 95,2% das páginas mobile e em 93,1% das páginas desktop analisadas.
A tag controla como a página é dimensionada em diferentes telas e é uma das bases técnicas do design responsivo moderno.
Fonte: HTTP Archive — Web Almanac 2025, SEO
Sites estão ficando mais pesados?
O Web Almanac 2025 foi publicado em 2026, mas sua análise principal utiliza o dataset de julho de 2025 do HTTP Archive. Por isso, esses números são identificados pelo ano da coleta, e não apresentados como se tivessem sido medidos em setembro de 2026.
Para quem precisa trabalhar o problema na prática, a UpSites possui um guia sobre como melhorar a velocidade de um site.
22. A homepage mediana chegou a 2,86 MB no desktop
Em julho de 2025, o HTTP Archive encontrou uma homepage mediana de 2.862 KB no desktop e 2.559 KB no mobile, aproximadamente 2,86 MB e 2,56 MB.
A mediana representa o ponto central da distribuição: metade das páginas está abaixo e metade acima.
Fonte: HTTP Archive — Web Almanac 2025, Page Weight
23. Imagens consumiam 1.058 KB na homepage desktop mediana
No detalhamento por tipo de recurso, imagens somavam 1.058 KB na homepage desktop mediana.
Elas representavam o maior volume de bytes entre os recursos apresentados no detalhamento.
Fonte: HTTP Archive — Web Almanac 2025, Page Weight
24. JavaScript consumia 697 KB na homepage desktop mediana
O mesmo levantamento encontrou 697 KB de JavaScript na homepage desktop mediana.
Isso é volume transferido, não quantidade de linhas de código nem tempo de execução do JavaScript.
Fonte: HTTP Archive — Web Almanac 2025, Page Weight
25. Apenas 48% dos sites mobile tinham bons Core Web Vitals
Em 2025, o HTTP Archive encontrou bons resultados nos três Core Web Vitals em:
- 48% dos websites mobile;
- 56% dos websites desktop.
Os Core Web Vitals avaliam dimensões de experiência como carregamento, responsividade e estabilidade visual usando dados de usuários reais do Chrome UX Report.
Fonte: HTTP Archive — Web Almanac 2025, Performance

26. Entre 90% e 92% das páginas utilizavam pelo menos um terceiro
Dependendo da faixa de popularidade analisada, aproximadamente 90% a 92% das páginas utilizavam pelo menos um recurso de terceiros.
Esses terceiros podem incluir analytics, publicidade, widgets, vídeos, scripts e outros recursos servidos por domínios externos.
O HTTP Archive também alerta que a medição pode subestimar esse uso por causa de mecanismos como CNAME cloaking, server-side tracking e recursos carregados somente após interação.
Fonte: HTTP Archive — Web Almanac 2025, Third Parties
Análise da UpSites: peso da página, dependências externas e Core Web Vitals precisam ser avaliados separadamente. Nenhuma dessas métricas, isoladamente, descreve toda a performance de um site.
Estatísticas de acessibilidade de sites
O WebAIM Million 2026 avaliou as homepages dos 1 milhão de sites do ranking utilizado pela organização, em fevereiro de 2026.
A análise foi realizada pelo mecanismo WAVE. Ferramentas automáticas detectam muitos problemas, mas não conseguem verificar todas as exigências de acessibilidade. Por isso, não encontrar erros automáticos não significa que uma página seja integralmente acessível ou esteja em conformidade com WCAG.
A UpSites também mantém um guia sobre as Diretrizes de Acessibilidade Web — WCAG.
27. 95,9% das homepages apresentaram falhas WCAG detectáveis automaticamente
O WebAIM encontrou falhas WCAG 2 detectáveis em 95,9% das 1 milhão de homepages analisadas.
Em 2025, o percentual havia sido de 94,8%.
Isso não significa que exatamente 95,9% de todos os sites do mundo sejam “inacessíveis”. Significa que o mecanismo encontrou pelo menos uma falha automaticamente detectável nessa proporção da amostra.
Fonte: WebAIM Million 2026
28. Foram encontrados 56,1 erros de acessibilidade por homepage, em média
O estudo identificou 56.114.377 erros distintos, equivalente a 56,1 erros por homepage.
O WebAIM classifica esses erros como barreiras detectadas pelo WAVE com alta probabilidade de representar falhas WCAG 2.2 nível A/AA.
Fonte: WebAIM Million 2026
29. Baixo contraste apareceu em 83,9% das homepages
Texto abaixo dos limites de contraste da WCAG 2 AA foi encontrado em 83,9% das homepages.
Foi a categoria de erro mais frequente do estudo.
Fonte: WebAIM Million 2026
30. 53,1% das homepages tinham imagens sem texto alternativo
O WebAIM detectou missing alternative text for images em 53,1% das homepages.
Isso significa que pelo menos uma ocorrência desse problema foi encontrada nessas páginas. Não significa que 53,1% de todas as imagens da web estejam sem atributo alt.
Fonte: WebAIM Million 2026
31. 51% das homepages apresentavam campos de formulário sem label
O problema de missing form input labels apareceu em 51% das homepages analisadas.
Labels corretamente associados são particularmente importantes para pessoas que utilizam tecnologias assistivas.
Fonte: WebAIM Million 2026

32. Homepages com domínio .br tiveram média de 62,5 erros
O WebAIM analisou 18.792 homepages com TLD .br e encontrou média de 62,5 erros detectáveis por página.
A própria fonte calcula que esse resultado ficou 11,4% acima da média geral da amostra, de 56,1 erros.
É mais preciso dizer “homepages com TLD .br” do que “sites brasileiros”, porque o domínio não determina perfeitamente a nacionalidade de quem opera o website.
Fonte: WebAIM Million 2026
33. Homepages com idioma do documento em português tiveram média de 61,1 erros
Entre 26.278 homepages cujo idioma do documento foi identificado como português, a média foi de 61,1 erros, 8,8% acima da média geral informada pelo WebAIM.
Isso inclui idioma português, e não exclusivamente português brasileiro.
Fonte: WebAIM Million 2026
Estatísticas de e-commerce e checkout
Além de sites institucionais, uma parte relevante da web é formada por lojas virtuais.
Para aprofundar a aplicação prática, consulte os conteúdos da UpSites sobre criação de e-commerce e como reduzir abandono no checkout.
34. Aproximadamente um em cada cinco sites analisados era e-commerce
No dataset do Web Almanac 2025, o HTTP Archive detectou e-commerce em:
- 19,9% dos sites desktop analisados;
- 19,2% dos sites mobile analisados.
O dado se refere aos sites identificados como e-commerce pela metodologia utilizada pelo HTTP Archive.
Fonte: HTTP Archive — Web Almanac 2025, Ecommerce
35. A média documentada de abandono de carrinho era de 70,22%
O Baymard Institute calcula uma taxa média documentada de abandono de carrinho de 70,22%, com base em 50 estudos diferentes reunidos pela organização.
A página de referência é apresentada pelo Baymard para 2026 e informa que a compilação foi atualizada em 22 de setembro de 2025.
Portanto, esse número é uma média de estudos, e não uma medição única de todo o e-commerce mundial em 2026.
Fonte: Baymard Institute — Cart Abandonment Rate Statistics
36. Cerca de dois terços dos grandes checkouts avaliados eram “medíocres” ou piores
No benchmark de Checkout UX do Baymard:
- 64% dos sites desktop foram classificados como “medíocres” ou piores;
- 63% dos sites mobile ficaram nessa faixa;
- apenas 2% dos sites em cada plataforma receberam classificação “boa”.
O benchmark se refere a grandes sites de e-commerce dos Estados Unidos e Europa, não a todas as lojas virtuais existentes.
Fonte: Baymard Institute — Current State of Checkout UX
Estatísticas de segurança e protocolos web
Ter HTTPS já se tornou padrão em grande parte da web, mas isso não significa que todos os mecanismos de segurança tenham atingido adoção semelhante.
37. HTTPS era o protocolo padrão em 90% dos sites monitorados pelo W3Techs
Na fotografia mais recente de setembro de 2026 utilizada neste estudo, o W3Techs registrava HTTPS como protocolo padrão em 90,0% dos websites monitorados.
Fonte: W3Techs — Historical Trends in Site Elements
38. HTTP/3 aparecia em 40,4% dos sites
Na mesma série do W3Techs, HTTP/3 aparecia em 40,4% dos sites.
HTTP/3 é uma geração do protocolo HTTP baseada em QUIC e projetada, entre outros objetivos, para tornar conexões mais eficientes em determinadas condições de rede.
Fonte: W3Techs — Historical Trends in Site Elements
39. HSTS estava presente em 35,3% dos sites monitorados
O W3Techs identificava HTTP Strict Transport Security (HSTS) em 35,3% dos sites.
HSTS permite que um site informe ao navegador que aquele domínio deve ser acessado usando HTTPS durante o período definido pela política.
Fonte: W3Techs — Historical Trends in Site Elements
40. Content Security Policy aparecia em 21,9% das páginas analisadas
No capítulo de segurança do Web Almanac 2025, a adoção de Content-Security-Policy (CSP) chegou a 21,9%, contra 18,5% na edição anterior.
CSP é um mecanismo que ajuda a definir quais origens e tipos de recursos podem ser carregados por uma página, sendo útil na redução de determinadas classes de ataque, como cross-site scripting.
Fonte: HTTP Archive — Web Almanac 2025, Security
Análise da UpSites: HTTPS já apresenta adoção muito elevada, enquanto mecanismos complementares como HSTS e CSP permanecem consideravelmente menos disseminados. Segurança web não termina na instalação de um certificado TLS.
Estatísticas de SEO e dados estruturados
SEO técnico trata de rastreamento, indexação, estrutura, performance e de como os mecanismos conseguem interpretar as páginas.
A UpSites reúne esses fundamentos no Guia de SEO Técnico 2026.
41. Title tags eram quase universais, mas meta descriptions não
No Web Almanac 2025:
- a tag title aparecia em 98,6% das páginas desktop e 98,5% das mobile;
- meta descriptions apareciam em 67,7% das páginas desktop e 67,2% das mobile.
A diferença mostra que dois elementos básicos de SEO on-page possuem níveis de adoção bastante distintos.
Fonte: HTTP Archive — Web Almanac 2025, SEO
42. Metade das homepages analisadas usava dados estruturados
O HTTP Archive encontrou algum formato de dado estruturado em 50% das homepages desktop e mobile analisadas em 2025.
Dados estruturados fornecem informações em formato padronizado sobre entidades, propriedades e relações presentes em uma página.
Fonte: HTTP Archive — Web Almanac 2025, SEO
43. JSON-LD aparecia em 43% das homepages
Entre os diferentes formatos, JSON-LD foi detectado em 43% das homepages desktop e em 43% das mobile.
Era o formato de dado estruturado mais disseminado entre os analisados pelo HTTP Archive.
Fonte: HTTP Archive — Web Almanac 2025, SEO
Quais tecnologias sustentam os sites em 2026?
Market share de linguagens e bibliotecas deve ser interpretado com cuidado. Presença em sites existentes é diferente de popularidade entre desenvolvedores ou adoção em novos projetos.
44. JavaScript estava presente em 98,9% dos sites monitorados
Em 27 de agosto de 2026, o W3Techs identificava JavaScript client-side em 98,9% de todos os sites de sua medição.
Fonte: W3Techs — JavaScript Usage Statistics
45. PHP aparecia em 70,2% dos sites cujo server-side era identificado
Em 4 de setembro de 2026, PHP era identificado em 70,2% dos websites cuja linguagem de programação server-side era conhecida pelo W3Techs.
O denominador é essencial: esse número não significa que 70,2% de todos os sites existentes no mundo utilizem PHP.
Fonte: W3Techs — PHP Usage Statistics
46. jQuery aparecia em 66,4% dos sites, contra 6,1% para React
Em 4 de setembro de 2026, o W3Techs detectava:
- jQuery em 66,4% de todos os sites;
- React em 6,1%.
Isso mede presença nos sites monitorados. Não significa que jQuery seja 10 vezes mais escolhido que React em novos projetos, nem representa preferência de desenvolvedores.
Fonte: W3Techs — jQuery vs. React Usage Statistics
Inteligência artificial, crawlers e GEO: como os sites estão se adaptando?
A ascensão de mecanismos de resposta, agentes e crawlers de IA adicionou uma nova camada à arquitetura da web.
Além de buscadores tradicionais, publishers passam a considerar como seus conteúdos são descobertos, acessados e interpretados por sistemas generativos. Para aprofundar esse tema, veja o guia da UpSites sobre como ser mencionado no ChatGPT e em buscas com IA.
47. 94,1% dos cerca de 12,9 milhões de sites analisados tinham robots.txt com alguma diretiva
No Web Almanac 2025, aproximadamente 94,1% dos cerca de 12,9 milhões de sites analisados serviam um arquivo robots.txt contendo pelo menos uma diretiva.
O robots.txt permite declarar orientações de crawling para bots. O próprio HTTP Archive ressalta que seguir essas diretivas é voluntário e o arquivo não funciona como controle de acesso.
Fonte: HTTP Archive — Web Almanac 2025, Generative AI
48. Menções ao GPTBot chegaram a cerca de 4,5% em 2025 — e eram muito mais comuns entre sites populares
O HTTP Archive informa que a presença do gptbot nas diretivas analisadas passou de 2,6% em 2024 para aproximadamente 4,5% em 2025.
O recorte por popularidade mostra diferenças ainda maiores:
- 20,9% entre os mil sites mais populares;
- 12,1% entre os top 10 mil;
- 6,1% entre os top 100 mil;
- 3,6% entre os top 1 milhão;
- 4,0% entre os top 10 milhões.
Isso indica que a menção explícita ao crawler estava muito mais disseminada entre os sites de maior popularidade do dataset.
Fonte: HTTP Archive — Web Almanac 2025, Generative AI

49. Apenas 2,13% do dataset desktop apresentava llms.txt válido
O HTTP Archive encontrou llms.txt válido em:
- 2,13% no dataset desktop;
- 2,1% no mobile.
Isso significa que, no período analisado, a adoção ainda era pequena.
Também é importante não interpretar llms.txt como um padrão universal obrigatório da web. Trata-se de uma convenção relativamente nova cuja adoção e utilidade prática ainda estão evoluindo.
Fonte: HTTP Archive — Web Almanac 2025, Generative AI
50. 52% das requisições de crawlers classificadas pela Cloudflare eram destinadas a treinamento de IA
Em junho de 2026, a Cloudflare informou que 52% das requisições dos crawlers que classificava por finalidade estavam associadas a treinamento de IA, contra 22% na primavera de 2025.
O denominador é fundamental: isso não significa que 52% do tráfego da Internet seja de treinamento de IA.
O dado se refere à composição das requisições de crawlers observadas e classificadas pela Cloudflare.
Fonte: Cloudflare — Content Independence Day, one year on
O que essas 50 estatísticas mostram sobre a criação de sites em 2026?
Quando analisados em conjunto, os números revelam algumas mudanças importantes no mercado.
A web continua crescendo, mas “site” e “domínio” contam histórias diferentes
O Netcraft observou crescimento de 8,57% no número de sites detectados entre janeiro e julho, enquanto o número de domínios aumentou 3,48%.
Isso mostra por que estudos sobre “quantos sites existem” precisam declarar exatamente a unidade utilizada.
Ainda existe um grande espaço de digitalização no Brasil
O fato de somente 56% das empresas com acesso à Internet possuírem website é particularmente relevante.
A diferença também não é distribuída de maneira uniforme: empresas maiores apresentaram presença muito superior às pequenas, e o resultado variou bastante entre regiões.
Para o mercado de criação de sites, esse talvez seja um dos achados brasileiros mais relevantes deste estudo.
WordPress continua muito distante dos concorrentes em presença na web
Com 40,7% de todos os sites monitorados pelo W3Techs, WordPress permanece em uma escala muito superior às demais plataformas individuais identificadas no levantamento.
Isso não significa que seja necessariamente a melhor tecnologia para qualquer projeto. A escolha de plataforma depende de requisitos técnicos, operação, integrações, autonomia, escalabilidade e objetivos do negócio.
“Mobile first” não significa ignorar o desktop
Mobile e desktop estavam praticamente empatados globalmente no StatCounter em agosto de 2026. No recorte brasileiro de julho, o desktop liderava com quase 60%.
Análise da UpSites: a recomendação mais defensável não é “crie primeiro para um dispositivo e esqueça o outro”, mas desenvolver interfaces responsivas e testá-las nos contextos reais do público de cada projeto.
Performance continua sendo um problema estrutural da web
Uma homepage mediana acima de 2,5 MB, centenas de kilobytes de JavaScript, terceiros presentes em mais de 90% das páginas e somente 48% dos sites mobile com bons Core Web Vitals mostram que performance continua sendo um desafio importante.
Essas variáveis não são equivalentes e não devemos presumir causalidade entre elas, mas juntas ajudam a descrever a crescente complexidade técnica da web.
Acessibilidade é uma das maiores lacunas encontradas
O WebAIM encontrou falhas automaticamente detectáveis em 95,9% de 1 milhão de homepages.
Mais importante: são problemas frequentemente básicos — contraste, texto alternativo e labels de formulário.
O resultado sugere que acessibilidade precisa ser tratada como requisito de projeto desde a arquitetura e o design, e não como correção opcional depois que o site já está pronto.
HTTPS virou padrão, mas segurança web vai muito além dele
HTTPS aparece em 90% dos sites monitorados pelo W3Techs, enquanto HSTS e CSP têm adoção muito menor.
Isso evidencia uma diferença entre a camada básica de transporte seguro e mecanismos de segurança complementares.
SEO está se tornando cada vez mais estrutural
Title tags são quase universais, mas dados estruturados já aparecem em metade das homepages analisadas pelo HTTP Archive.
A presença de JSON-LD em 43% delas mostra que informações legíveis por máquinas se tornaram parte relevante da arquitetura moderna da web.
A IA cria uma nova audiência para os sites
Websites sempre precisaram atender pessoas e crawlers de mecanismos de busca. Agora entram também crawlers de treinamento, mecanismos generativos e agentes.
A crescente presença do GPTBot em robots.txt, o surgimento do llms.txt e os dados da Cloudflare mostram que governança de crawling e consumo automatizado de conteúdo já fazem parte da discussão sobre arquitetura web.
Isso não significa que todos os sites precisem implementar qualquer nova tecnologia imediatamente. Significa que a criação de sites passou a exigir compreensão de uma camada que praticamente não existia há poucos anos.
Metodologia deste levantamento
Este artigo é uma compilação editorial de estatísticas provenientes de diferentes estudos e bases, e não uma única pesquisa amostral realizada pela UpSites.
A prioridade foi buscar a organização responsável pela coleta ou publicação original dos dados.
Foram utilizadas:
Netcraft, para quantidade de sites e domínios observados;
Registro.br/NIC.br, para domínios .br;
Cetic.br/NIC.br, para adoção de websites entre empresas brasileiras;
W3Techs, para CMSs, linguagens, bibliotecas e protocolos;
StatCounter Global Stats, para participação por dispositivo;
HTTP Archive/Web Almanac, para performance, peso das páginas, e-commerce, SEO, segurança, terceiros e IA;
WebAIM, para acessibilidade;
Baymard Institute, para UX de checkout e sua compilação de abandono de carrinho;
Cloudflare, para atividade de crawlers observada em sua infraestrutura.
Data de corte
A auditoria final deste artigo foi concluída em 6 de setembro de 2026.
W3Techs, StatCounter, Registro.br e outras bases dinâmicas podem mudar após essa data. Por isso, o período de referência foi preservado junto aos números.
Como tratamos cálculos próprios
Quando um percentual ou diferença foi calculado pela UpSites, utilizamos a indicação explícita “Cálculo da UpSites”.
Exemplo:
Dado da fonte: Netcraft registrou 1.376.952.390 sites em janeiro e 1.494.915.628 em julho.
Cálculo da UpSites: a diferença corresponde a +117.963.238, ou +8,57%.
Dessa forma, um leitor pode reproduzir o cálculo sem atribuí-lo incorretamente ao Netcraft.
Limitações importantes
Os estudos utilizados possuem metodologias e populações diferentes. Portanto, números de fontes diferentes não devem ser combinados automaticamente como se medissem a mesma amostra.
Alguns exemplos:
- “site” não é sinônimo de “domínio”;
- TLD .br não determina perfeitamente a nacionalidade de um website;
- testes automatizados de acessibilidade não substituem auditorias humanas;
- StatCounter mede participação a partir de sua própria rede de medição;
- W3Techs identifica tecnologias segundo sua metodologia de detecção;
- HTTP Archive analisa seu próprio dataset de sites;
- Cloudflare mede tráfego observado em sua infraestrutura;
- a média de abandono de carrinho do Baymard é uma consolidação de múltiplos estudos.
Quando o denominador não permite uma conclusão mais ampla, este estudo não amplia a afirmação além do que a fonte comprova.
Como citar este estudo
Jornalistas, pesquisadores e profissionais podem utilizar os dados desta página, mas recomendamos preservar também a fonte primária de cada estatística.
Para cálculos próprios apresentados neste estudo, a atribuição pode ser:
“Cálculo da UpSites com base nos Web Server Surveys do Netcraft de janeiro e julho de 2026.”
Para citar o levantamento completo:
UpSites. 50 estatísticas e tendências de criação de sites em 2026. Setembro de 2026.
PERGUNTAS FREQUENTES
Quantos sites existem no mundo em 2026?
Em julho de 2026, o Netcraft recebeu respostas de 1.494.915.628 sites distribuídos por 305.348.459 domínios. Esses valores representam sites e domínios detectados pela metodologia do Netcraft, não uma contagem universal de todos os websites ativos.
Quantas empresas brasileiras possuem site?
Segundo a TIC Empresas 2025 do Cetic.br/NIC.br, 56% das empresas brasileiras com acesso à Internet possuíam website. A pesquisa tem como população-alvo empresas formais com dez ou mais pessoas ocupadas.
Fonte: Cetic.br — TIC Empresas 2025
Qual é o CMS mais usado no mundo?
Na medição do W3Techs utilizada neste estudo, em 6 de setembro de 2026, WordPress estava presente em 40,7% de todos os sites monitorados e representava 58,9% dos sites com CMS identificado.
Mobile tem mais tráfego que desktop?
Globalmente, os dois estavam praticamente empatados no StatCounter em agosto de 2026: 49,34% mobile e 49,09% desktop. A distribuição varia por mercado e período; no Brasil, o desktop tinha 59,79% no recorte de julho de 2026.
Qual é o tamanho de uma página web?
No dataset de julho de 2025 do HTTP Archive, a homepage mediana pesava 2,86 MB no desktop e 2,56 MB no mobile.
Quantos sites têm bons Core Web Vitals?
No Web Almanac 2025, 56% dos sites desktop e 48% dos sites mobile apresentavam bons resultados nos três Core Web Vitals.
Quantos sites apresentam problemas de acessibilidade?
O WebAIM Million 2026 encontrou falhas WCAG detectáveis automaticamente em 95,9% de 1 milhão de homepages. Como testes automáticos não identificam todos os tipos de problema, esse número não corresponde à taxa completa de não conformidade.
Fonte: WebAIM Million 2026
Qual é a taxa média de abandono de carrinho?
O Baymard Institute calcula uma taxa média documentada de 70,22%, com base em 50 estudos sobre abandono de carrinho.
Quantos sites utilizam llms.txt?
No Web Almanac 2025, 2,13% do dataset desktop e 2,1% do mobile apresentavam llms.txt válido. A adoção ainda era pequena e o formato continua relativamente novo.

